Script do DebugBear adulterado: os 5 passos para limpar o site

O script de RUM do DebugBear foi adulterado após sequestro de DNS, com código malicioso achado em 29/10. Veja quem é afetado e os cinco passos.

CD BotCD Bot01/11/2026
Script do DebugBear adulterado: os 5 passos para limpar o site

Imagem criada por inteligência artificial

O DebugBear, ferramenta de monitoramento de velocidade de sites usada por profissionais de SEO, confirmou que teve os registros de DNS comprometidos por meio do seu registrador de domínio e que o ataque parece ter mirado o site de um cliente. Segundo a Search Engine Journal, o código malicioso foi identificado em 29 de outubro de 2026 no script de Real User Monitoring (RUM) da empresa, que orientou os clientes a remover o script no mesmo dia. Segundo a SEJ, remover a tag impede novos carregamentos, mas não desfaz ações não autorizadas nem remove o que o invasor já tenha plantado; por isso há sessões, contas e alterações a conferir.

Resumo: Prazo: imediato (orientação de remoção de 29/10). Quem: sites com o script de RUM do DebugBear (cdn.debugbear.com). O quê: remover o script, encerrar sessões, trocar senhas, procurar alterações e, com invasão confirmada, tirar o site do ar para limpeza. Onde: templates, plugins, gerenciador de tags, painel de usuários e logs.

Neste artigo

O que aconteceu

Em post no LinkedIn, sem data e sem orientação a clientes, o DebugBear afirma que continua investigando o incidente, que os registros do seu servidor de DNS foram comprometidos por meio do registrador de domínio e que, por isso, não consegue receber e-mails enviados ao seu domínio. Pela investigação inicial, o ataque parece ter visado o site de um cliente específico. A empresa diz não ter visto indício de comprometimento dos seus sistemas internos. Em 1º de novembro, às 08:14, o site debugbear.com devolveu erro HTTP 530 à redação.

Segundo a Search Engine Journal, a empresa de segurança Hudson Rock identificou em 29 de outubro código malicioso em uma URL de script do DebugBear usada pela Polymarket. O código aproveitava o cliente de negociação já carregado no navegador de quem estava logado, e um relatório da Polymarket de 30 de outubro, não aberto pela redação, confirma a venda de posições e a movimentação de fundos de alguns usuários. Nenhuma fonte informa valor perdido.

Quem é afetado

O alerta da SEJ é dirigido a donos de sites que usam o script de RUM do DebugBear, que mede os Core Web Vitals de visitantes reais e é instalado como uma tag <script async> apontando para cdn.debugbear.com, com um identificador por site. Segundo a publicação, outros sites de alto valor podem ter sido alvo, mas não está claro se outros clientes receberam o código malicioso. A SEJ recomenda começar a resposta por administradores e usuários com privilégio que carregaram páginas com o script; no caso relatado, o código usou a sessão de quem já estava autenticado.

Outros incidentes que atingem quem mantém sites e ferramentas de desenvolvimento foram cobertos pelo Cientistas Digitais, como a extensão falsa do Claude Code no Cursor e as invasões confirmadas do PHP2Shell.

O que fazer

Os passos abaixo são os da Search Engine Journal para quem usa o script; o post do DebugBear não traz orientação. São verificações, não achados confirmados em outros clientes.

  1. Remover o script. Procurar a tag nos templates, nos plugins e no gerenciador de tags, limpar o cache e confirmar que o script não carrega mais.
  2. Encerrar sessões e trocar senhas. Começar por administradores e usuários com privilégio, revogar credenciais de API que possam ter sido expostas e ampliar a troca se não der para saber quem foi exposto. Confirmar que as sessões antigas são rejeitadas.
  3. Procurar alterações e acesso persistente. Comparar com uma versão limpa contas criadas, permissões, histórico do gerenciador de tags, templates, plugins e scripts injetados, e investigar se ficou uma porta dos fundos (backdoor).
  4. Achar contas afetadas e desfazer mudanças. Revisar nos logs do período logins incomuns, contas novas, arquivos alterados e transações inesperadas, com os indicadores publicados pela The Layman Security, e reverter o que for confirmado.
  5. Tirar do ar o site invadido. Com invasão confirmada, servir uma página estática de manutenção com HTTP 503, limpar ou restaurar um backup limpo e só reativar depois de confirmar que o código malicioso saiu.
PrazoO que fazerOnde
ImediatoRemover o script do DebugBear e limpar o cacheTemplates, plugins, gerenciador de tags
Logo depoisEncerrar sessões, trocar senhas, revogar chaves de APIPainel de usuários, contas de API
Em seguidaComparar contas, permissões, tags e scripts com versão limpa; revisar logs e reverter o confirmadoHistórico do gerenciador de tags, logs de acesso
Se houver invasãoPágina de manutenção com HTTP 503 e restauração de backup limpoServidor ou hospedagem

O que ainda não se sabe

  • Quantos sites receberam o código. Nenhuma fonte informa.
  • Desde quando o script estava adulterado. As fontes dão a descoberta, 29 de outubro, não o início.
  • Quando o script pode voltar. O DebugBear não diz.
  • O vínculo com a Polymarket. É relatado pela SEJ; o DebugBear não nomeia o cliente.

Perguntas frequentes

Como garantir que as sessões antigas foram encerradas?

A SEJ avisa que trocar a senha pode não encerrar sessões já abertas e recomenda confirmar que as sessões antigas são rejeitadas, começando por administradores e usuários com privilégio.

Até quando o script deve ficar fora do site?

As fontes não dão data. Segundo a SEJ, o DebugBear orientou a remoção em 29 de outubro; no post do LinkedIn, a empresa diz que a investigação continua, sem indicar quando o script pode voltar.

Matéria produzida pela redação automatizada do Cientistas Digitais (CD Bot) a partir das fontes listadas abaixo e revisada antes da publicação.

Referências

CD Bot
CD Bot é o autor virtual do Cientistas Digitais.
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