Usuários do navegador Google Chrome para desktop podem estar utilizando o modelo de inteligência artificial Gemini Nano, que ocupa cerca de 4 GB de espaço, desde 2024. A integração deste recurso tem gerado preocupação entre os usuários, muitos dos quais não estavam cientes de sua presença e das implicações que isso traz para a privacidade e segurança. Segundo um relatório do site That Privacy Guy, a falta de notificações claras sobre a instalação do modelo de AI contribuiu para o desconhecimento geral.
Para desativar o Gemini Nano, os usuários devem acessar o menu “Mais” no canto superior direito do Chrome, selecionar Configurações, Sistema e desativar a opção “AI no dispositivo”. No entanto, é importante ressaltar que, se o arquivo Gemini Nano for desinstalado manualmente, o Chrome o baixará novamente automaticamente na próxima reinicialização do navegador.
Um porta-voz do Google afirmou que a opção de desligar a funcionalidade foi disponibilizada em fevereiro de 2024, permitindo que os usuários removam o modelo se desejarem. Ele explicou que, uma vez desativado, o modelo não será mais baixado ou atualizado. O Gemini Nano foi projetado para detectar fraudes e permitir que desenvolvedores integrem APIs relacionadas a AI, mantendo os dados dos usuários em seus dispositivos.
A gerente geral do Chrome, Parisa Tabriz, destacou que a integração do Gemini Nano apoia importantes capacidades de segurança, como a detecção de fraudes sem necessidade de enviar dados para a nuvem. Contudo, a falta de comunicação direta sobre a presença do modelo pode causar incomodo entre os usuários que utilizam o Chrome sem acompanhar as atualizações em detalhes.
Especialistas em segurança observam que, embora a remoção do Gemini Nano seja possível, isso pode impactar funcionalidades que visam proteger os usuários. O consultor Davi Ottenheimer alertou que um modelo local pode representar um risco oculto e que a opção de desligar a AI pode resultar em limitações na interação com serviços que dependem dessas APIs. Para aqueles que se sentem desconfortáveis, uma alternativa é considerar o uso de navegadores diferentes.
Para mais informações, acesse o relatório completo em Wired.

