A ex-CTO da OpenAI, Mira Murati, esteve no centro de uma controvérsia que resultou na demissão do CEO Sam Altman, ocorrida em meio a um intenso conflito interno na companhia. Os eventos se desenrolaram na semana que antecedeu o Dia de Ação de Graças de 2023, quando o conselho da OpenAI anunciou a saída de Altman, alegando que ele não foi “consistentemente sincero em suas comunicações”. O caso ganhou atenção pública com detalhes revelados durante o julgamento entre Elon Musk e Altman, onde testemunhos e documentos mostraram a dinâmica interna da empresa.
Murati foi inicialmente nomeada CEO interina após a demissão de Altman, mas rapidamente cedeu o cargo a Emmett Shear, um executivo externo. Apesar de inicialmente apoiar a volta de Altman, surgiram alegações de que ela teria sido uma das principais vozes contra ele, compartilhando informações que culminaram na redação de um memorando de 52 páginas, apresentado ao conselho por Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI.
Entre as trocas de mensagens entre Murati e Altman, ela expressou preocupação sobre a situação, destacando que o conselho estava decidido a manter sua decisão de demitir Altman. Em resposta a Altman, Murati afirmou que o conselho “estava convencido” da necessidade de sua saída. O clima de incerteza levou a mais de 750 funcionários da OpenAI a assinar uma carta em apoio a Altman, ameaçando deixar a empresa.
Murati também teve um histórico de críticas à gestão de Altman, conforme documentos anteriores revelaram. Em um registro de setembro de 2022, ela expressou preocupações sobre a falta de foco da empresa e a pressão para gerar receita. Sua posição, embora complexa, mostra a tensão entre a necessidade de inovação e a governança corporativa dentro de organizações de tecnologia emergente.
Embora Murati tenha se distanciado de sua posição interina rapidamente, seu papel na reviravolta e nas dinâmicas do conselho da OpenAI continua a ser um tema de debate entre especialistas e observadores da indústria.
Fonte: The Verge.

